Qual profissão você queria ter quando era criança?

Como era fértil sua imaginação e quão valente você era, não é mesmo? Tudo era possível!

Com o decorrer dos anos, as responsabilidades mais sérias, a visão talvez não tão favorável que lhe foi passada, entre tantos outros motivos que pode ter lhe desencorajado um bocado não é mesmo?

E quanto a seus filhos, você gostaria que eles desenvolvessem habilidades para ser um empreendedor no futuro?

Mas afinal, o que é empreender?

Empreender é ser capaz de identificar problemas, criar soluções e observar oportunidades. Para que a criança possa se desenvolver, inclusive para o empreendedorismo, é essencial que os pais e a escola propiciem um ambiente que permita o erro e, consequentemente, o aprendizado.

Ser um empreendedor não significa abrir uma empresa necessariamente, mas ter a capacidade de criar soluções, lidar com problemas e enxergar oportunidades. No Brasil, a cultura empreendedora ainda não é cultivada pelas escolas desde a infância. Mas ações em casa, com a família, podem despertar essas habilidades nos seus filhos.

Cabe a nós adultos, refletir e agir em prol de nossos futuros empreendedores.

Alguns adultos temem ser precoce esse estímulo ao empreendedorismo. Contudo pense: Quantas crianças vocês conhecem que gostam de ir para a escola? Creio que não muitas. Porém, pesquisas recentes apontam que o ensino de empreendedorismo pode aumentar o interesse da criança por outras disciplinas, e que ainda elas passam a demonstrar maior interesse por atividades da comunidade.

O empreendedorismo dá uma razão para as crianças estudarem. Elas entendem que, para fazer a contabilidade de um negócio, precisam entender melhor a matemática. Para fazer marketing, precisam escrever bem e dominar a língua. Para fazer storytelling, é preciso saber história e geografia, para entender a memória daquela comunidade. Precisam produzir textos, elaborar cartazes, fazer cálculos, dividir tarefas e, com certeza envolvem todas as disciplinas do currículo em prol do empreendedorismo.

Nós pais, precisamos estar envolvidos. Contudo, é preciso deixar a criança florescer. Tomar suas próprias decisões, aprender com seus erros e acertos. Precisamos também garantir o equilíbrio entre os “negócios” e os estudos.

Estimular o empreendedorismo para crianças, não é promover competitividade voraz nem esperar que a criança fature seu primeiro milhão em sua primeira década de vida. Mas ajudar a tornar mais real para ela as matérias que lida na escola. Temos com o empreendedorismo a oportunidade de ajuda-las inclusive a futuramente terem a capacidade de auxiliar em uma futura tomada de decisão profissional, pois ela irá demonstrar as áreas que possui mais habilidades, e também terá oportunidade de lidar com áreas que talvez imaginasse não gostar.

Além das disciplinas, é de extrema importância para a criança, aprender a lidar com o dinheiro, ainda que seja uma mesada de valor baixo. A criança irá começar entender e valorizar, inclusive princípio que para ela poderia ser muito complicado de entender. Irá aprender a poupar, não gastar aquilo que não se tem, fazer reservas para destinado fim, gerenciando pequenas coisas, se tornarão adultos mais maduros para que possam tomar decisões de maiores importâncias.

Preste atenção: Todas as pessoas têm potencial para empreender. É nato para alguns, mas pode ser estimulado e desenvolvido nos demais. Mas isso é resultado não só do tino empresarial nato, mas do ambiente em que ele está inserido (família, cultura, referências, experiências).

A criança não pode receber tudo pronto, ela tem que ir atrás, ser proativa. A pro-atividade é uma habilidade indispensável para quem quer empreender. Se a criança naturalmente segue na direção de criar e empreender é porque isso é sua vocação natural, algo agradável e gratificante para ela. Isso não é comparável ao trabalho infantil forçado para ajudar nas despesas da família.

Geralmente a veia empreendedora não atrai crianças muito apegadas às regras, presas aos diversos “isso não” que ouvem o tempo todo de pais e professores. A maior parte delas tem esse espírito empreendedor desde pequenas, mas os adultos teimam em “podar” os filhos para manter a “ordem e a disciplina”. “Estimular o fazer, dar autonomia e alguma liberdade para a criança criar e realizar o que gosta é a chave para ela se desenvolver. Saber a dose de “nãos” que devemos falar é uma equação muito difícil para pais e educadores, contudo não fazer com o medo de errar pode não ser o melhor caminho.

E a escola, como pode colaborar?

A escola também pode fazer sua parte, propondo atividades (gerar soluções para a reciclagem local do lixo, produzir um jornal da escola ou uma competição de robôs) que valorizem a criatividade e a solução de problemas reais, que será útil qualquer que seja o caminho profissional do aluno. Durante esse processo, pais e professores devem não somente incentivar, mas também orientar a criança para que ela possa conciliar essa atividade empreendedora com outras que também são importantes para sua fase, como os estudos, os amigos e o lazer.
Algumas dicas para você estimular suas crianças a serem empreendedoras:

1 – Estimule a criatividade

Crianças são naturalmente criativas. Enquanto descobrem o mundo, elas podem também desenvolver uma capacidade para a vida toda. “A criatividade é a mãe da inovação”, se não formos criativos não inovamos.

Uma maneira lúdica e fácil de estimular a criatividade em crianças é simular diversas situações para que ela possa pensar diferente. “Simule uma viagem no tempo ou que ela esteja em um lugar onde há animais diferentes e é preciso inventar formas de se defender, ou ainda que ela precisa trabalhar com um ser do outro planeta”. Assim a criança irá traçar o seu próprio caminho e criar soluções.

2 –  Proponha desafios

Uma maneira simples de desafiar a criança é fazendo perguntas, como: “Qual brinquedo você criaria que seria melhor do que aquele que você mais gosta” ou “O que podemos usar para nos comunicar?”. Atente-se para a idade de desenvolvimento de seu filho, não force e não menospreze o que a criança realizar. Para realizar os desafios, instrua a criança para pesquisar mais sobre o assunto e colocar a mão na massa.

3 – Incentive a prática de esportes

A confiança tem relação direta com a autoestima e é uma habilidade comportamental indispensável para ser um empreendedor de sucesso. Com a prática de esportes, esse comportamento pode ser desenvolvido. Atividades em grupos ajudam na percepção do que é trabalho em equipe, além disso, ensinam a criança a ter motivação e de que a vitória ou o sucesso não vem fácil.

4 – Crie atividades diversificadas

A criança precisa de diferentes experiências para perceber do que realmente gosta, e é papel dos pais observar este momento. Música e teatro são algumas atividades que, podem ajudar a criança para descobrir seus talentos.